A medicina natural é uma prática integrativa.
Antigamente era chamada de medicina alternativa, mas hoje já tem ações
reconhecidas cientificamente e passou a ser um complemento da medicina convencional.
Existem várias técnicas e práticas dentro da medicina natural, tais como a
homeopatia, fitoterapia e acupuntura.
CERPIS
CERPIS
No Brasil, existe um órgão do governo chamado CERPIS (Centro de Referência em Práticas Integrativas em Saúde) onde
são feitos atendimentos individuais e em grupos voltados a práticas
complementares e integrativas em saúde. É conhecido também como uma mudança de
cultura que procura resgatar a sabedoria popular, e o tratamento é voltado para
que o corpo do paciente volte a ter equilíbrio.
Em Macapá o CERPIS fica localizado no centro da cidade,
trabalha também no tratamento e prevenção de doenças com medicina natural, no qual os usuários são atendidos pelo SUS (Sistema único de saúde). Um método muito
conhecido e utilizado é acupuntura, uma técnica oriunda da cultura chinesa que
busca harmonizar a energia do corpo e da mente, podendo aliviar e tratar
diversos problemas. Essa técnica já tem sua eficácia comprovada cientificamente
e deve ser trabalhada por profissionais devidamente qualificados e
especializados.
Elziwaldo Monteiro é pós-doutor em dor neuropática a
luz da acupuntura e, é o diretor do CERPIS/AP. Segundo ele, para que os
pacientes sejam tratados através da medicina natural, para garantir o
equilíbrio do corpo e da mente é preciso ter paciência e persistência,
justamente para que a qualidade de vida seja atingida. Nesse contexto até a
idade é prolongada.
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Dr. Monteiro atua há mais de 20 anos na área
de tratamento
com medicina natural. (Foto: Carol Araújo)
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Doutor Monteiro ainda afirma que antigamente as pessoas
chegavam aos cinquenta anos de idade e já estavam doentes, mas hoje com todos
os tratamentos naturais disponíveis, os indivíduos podem chegar aos setenta
anos com saúde, mas, não adianta tratar só com medicamentos, pois segundo o
especialista, não resolve o problema. Por isso o CERPIS vem juntando todas as
técnicas de acupuntura a outras terapias. “Eu
posso dizer que todo aquele paciente que é tratado somente na alopatia ele vai
e volta com as doenças e, aquele paciente que é tratado numa integração da
medicina natural com a medicina alopática, esse paciente fica bom. E é por isso
que a gente diz que a acupuntura e suas práticas integrativas tem um resultado
maravilhoso de tratamento. Isso mostra que é um custo benefício muito grande”,
diz o diretor.
O especialista enfatiza sobre o uso de ervas e plantas medicinais e diz que falando desse assunto,
existem dois momentos, a farmácia viva, que são justamente as ervas e as
plantas de uso medicinal e, os fitoterápicos que são desenvolvidos na indústria
farmacêutica, logo, todos os remédios alopáticos são oriundos da medicina
natural. “Todos vieram através da sabedoria popular. Então, a gente observa que
a farmácia viva hoje se resgata no uso do chá, do cataplasma, da geoterapia. A gente
vê pela naturopatia limpeza do corpo”, explica
Dr. Monteiro.
Assistência da natureza
As ervas e plantas medicinais são encontradas no mundo todo. No Brasil são encontradas mais ricamente na região amazônica. Elas também são usadas em tratamento e prevenção de doenças no CERPIS. No setor de assistência farmacêutica é trabalhado o tratamento e prevenção a partir do uso dessa matéria natural. Na região norte é cultural usar plantas e ervas para curar algum tipo de doença ou para alívio de dores, principalmente através de chás, por isso, o setor também presta serviço de orientação quanto a essas práticas tendo em vista que a falta de conhecimento especializado ou o uso em excesso pode afetar o paciente de forma negativa.
As ervas e plantas medicinais são encontradas no mundo todo. No Brasil são encontradas mais ricamente na região amazônica. Elas também são usadas em tratamento e prevenção de doenças no CERPIS. No setor de assistência farmacêutica é trabalhado o tratamento e prevenção a partir do uso dessa matéria natural. Na região norte é cultural usar plantas e ervas para curar algum tipo de doença ou para alívio de dores, principalmente através de chás, por isso, o setor também presta serviço de orientação quanto a essas práticas tendo em vista que a falta de conhecimento especializado ou o uso em excesso pode afetar o paciente de forma negativa.
A maior demanda do órgão são os
idosos e os serviços são voltados principalmente para essa faixa etária. A maioria
dos idosos atendidos são poli medicados e a assistência farmacêutica serve como
um complemento dos remédios que os pacientes já fazem uso. As farmacêuticas
Juliane Espizero e Clea lamarão são responsáveis por ajudar os pacientes e
complementar seu tratamento conciliando os remédios do tratamento convencional
com as práticas integrativas, tratando o usuário e incentivando-os a ter a sua
própria horta para se cuidar com a matéria da terra, da forma mais natural
possível.
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As plantas e ervas
para tratamento, são retiradas da
farmácia viva do próprio CERPIS. (Foto: Carol
Araújo)
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O objetivo de todo esse trabalho é fazer o corpo voltar ao equilíbrio
normal dando as condições necessárias para que ele mesmo comece a produzir a
sua cura. “Hoje em dia a medicina natural é chamada de integrativa e
complementar porque quando chega um paciente de um tratamento convencional, de
hospital, ele vem para cá com muitos medicamentos. Em alguns casos os próprios pacientes pedem os medicamentos, porque querem aliviar a sua
dor, para ter uma melhora mais rápida, então aqui, nós não vamos tirar esses
medicamentos e fazer o tratamento natural, nós vamos complementar. Aos poucos
vamos integrando dentro do tratamento que está fazendo de maneira convencional
com as nossas práticas”, afirma a farmacêutica Juliane.
De Acordo
com a Clea Lamarão, já aconteceu de os pacientes se sentirem tão aliviados
com as práticas integradas ao seu tratamento que, por sua própria escolha,
deixaram de tomar a gama de medicamentos que lhes foram indicados por sentirem
que seu corpo já alcançou o equilíbrio normal. “É uma cura específica mesmo,
vai direto à doença, no local onde precisa ser curado e não aliviando os
sintomas, como é o caso dos tratamentos convencionais”, conclui Clea.
Algumas terapias com plantas e hortaliças são realizadas pelo
departamento de naturopatia, que é composto por grupos semanais e, para cada
grupo é desenvolvido uma atividade que ensina o paciente a fazer um suco verde
ou vermelho, um chá ou uma torta, para que a partir de sua alimentação ele
também tenha qualidade de vida e possa prevenir algumas doenças. Só no mês de setembro
de 2019, o CERPIS fez mais de doze mil atendimentos nas áreas de acupuntura,
trofoterapia, auriculoterapia, entre outros dos mais cinquenta tipos de
terapias ofertados.
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O CERPIS tem uma área reservada
para cultivo
de plantas e ervas medicinais. (Foto: Carol Araújo)
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Tratamento para um organismo saudável
A eficácia do uso da medicina natural tem sido muito pesquisada. Ana Pires é especialista em medicina natural e técnica em reabilitação em dependências químicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). A especialista sempre pesquisou tratamentos alternativos, mas, usava somente para tratar seus familiares. O interesse por esse ramo surgiu quando ela morava no município de Porto Grande, no Amapá, onde conheceu um garoto que, de acordo com os médicos, sua doença não tinha cura. Ana decidiu cuidar do garoto com os conhecimentos que tinha sobre medicina natural e, ao longo de três meses de tratamento, ele ficou curado.
A eficácia do uso da medicina natural tem sido muito pesquisada. Ana Pires é especialista em medicina natural e técnica em reabilitação em dependências químicas pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). A especialista sempre pesquisou tratamentos alternativos, mas, usava somente para tratar seus familiares. O interesse por esse ramo surgiu quando ela morava no município de Porto Grande, no Amapá, onde conheceu um garoto que, de acordo com os médicos, sua doença não tinha cura. Ana decidiu cuidar do garoto com os conhecimentos que tinha sobre medicina natural e, ao longo de três meses de tratamento, ele ficou curado.
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A pesquisa de Ana em medicina natural
já dura mais de vinte
e cinco anos. (Foto: Carol Araújo)
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Já com conhecimentos os científicos
e especializações, ela iniciou o, Ana Spa, no centro de Macapá, há oito anos.
Lá ela cuida dos pacientes através dos métodos da medicina natural, usando
plantas medicinais, através dos chás, sucos e remédios, prevenindo e tratando
doenças e, principalmente incentivando a alimentação saudável, com o
restaurante vegano e vegetariano, para equilibrar o organismo e fortalecer o
corpo. A especialista diz que a medicina natural sempre trabalha junto á medicina alopata, pois as vezes a alopatia precisa intervir para salvar vidas,
para tirar uma pessoa da crise. “A proposta é um trabalho de prevenção. Diferente
da medicina alopata que cuida da doença, a nossa proposta não é cuidar da
doença das pessoas, é cuidar da saúde, para que as pessoas não adoeçam, para
que elas sejam saudáveis”, afirma.
Quando a pessoa chega doente ao Spa, ela passa por uma série
de terapias junto a medicina alopata e a grande maioria encontra a cura e a
saúde. Ana ainda ressalta que a mudança de hábitos, atitudes, estilo de vida e
reforma na saúde são fatores que influenciam para que o indivíduo não adoeça.
Um dos métodos utilizados por Ana é a aromaterapia que, tem o intuito de
melhorar o bem-estar físico e psicológico do ser humano, técnica que usa óleos
essenciais puros, tirados em natura das plantas, das flores ou das folhas, como
o óleo de flor de laranjeira e meta piperita.
No Spa também existe o espaço onde as plantas medicinais são
cultivadas. Ana conhece cada uma das plantas desse espaço e os benefícios delas,
tanto para tratamento como para prevenção, como a moringa, por exemplo. A especialista fala da função nutritiva que a planta tem. “A moringa tem sido
muito importante para o nosso trabalho porque ela tem mais vitamina C do que a
laranja, ela tem mais vitamina A do que a cenoura, ela muito rica, a nutrição
dela é muito grande”, diz Ana.
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A moringa é usada em natura nos
sucos
verdes, no Ana Spa, no combate a diabete. (Foto: Carol Araújo)
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