Projeto Minerva incentiva meninas das escolas públicas a participarem das áreas de exatas



O projeto de extensão é coordenado pelo curso de Engenharia Civil da Unifap onde alunas e professoras apresentam conceitos e exercícios para alunas do ensino fundamental.

Por Fernanda Lima
A primeira ação ocorreu na Escola Estadual Maria Luiza. Foto: Fernanda Lima
O incentivo ainda em séries iniciais da escola para maior participação feminina nas ciências exatas foi uma das soluções que alunas e professoras do curso de engenharia civil da Unifap encontraram. A atividade proposta no Projeto Minerva é fomentar assuntos que incluem mulheres nas disciplinas que envolvem cálculo e tecnologia.


Cristina Baddine é uma das criadoras do Projeto e coordenada o curso de engenharia civil da Unifap. Ela explica que ao longo da sua carreira foi alvo de preconceito pois a participação da mulher no meio das ciências exatas ainda é visto como tabu, ela ressalta os momentos dessa vivência “Quando eu era acadêmica existia uma brincadeira machista entre os homens que falavam: você quer ser bonita ou quer ser engenheira? Então é esse preconceito da menina que estuda que é inteligente ela não é capaz de ser engenheira. No início da minha carreira teve uma passagem muito interessante pois eu brigava sempre para estar no campo mas sempre me colocavam para ficar no escritório, até que um dia um dos meu chefes adoeceu e eu tive que ir pro campo.” 

Pâmela Sá uma das professoras do colegiado de engenharia ressalta o principal objetivo do projeto “vem no sentindo de ser um apoio para as universitárias e para outras professoras que vierem adentrar pelo curso, ter uma representatividade maior. O objetivo é esse ser como apoio e base, estar promovendo não só a fabricação de pontes miniaturas mas outras atividades relacionadas a engenharia que venham estimular essas meninas a crescer dentro da escola. Saber que elas podem fazer o que quiserem, fazer elas se cuidarem para o futuro.”

Uma das ações realizada pelo projeto foi no dia 10 de outubro na Escola Maria Luiza, no bairro zerão de Macapá. Alunas do 5º ano que participaram de uma oficina de construção de pequenas pontes usando palitos de picolé. A ideia foi praticar conceitos de cálculo e engenharia. Totalizando 5 dias de prática.

Entre as acadêmicas do grupo existem duas docentes formadas, isso possibilitou a facilidade na criação do projeto para que formassem exercícios didáticos para a faixa etária do público estipulado pela organização do projeto, que é destinado a meninas entre 10 e 11 anos.
A ideia da ação foi fazer com as alunas uma ponte em miniatura com material reciclável. Foto: Fernanda Lima

Tayane Ferreira é professora formada em geografia, atualmente é acadêmica de engenharia civil e faz parte do projeto. Ela aborda a troca de experiências e conhecimento com as crianças que participaram das oficinas “a gente não tinha muita base de como seria essa recepção das meninas e a própria organização delas no cumprimento das tarefas ... está sendo surpreendente, elas estão nos surpreendendo todo dia. Elas estão sendo muito ágeis, extremamente pontuais. Sempre muito entusiasmadas.”

Raimunda Soares relata que o projeto fez a
 filha se aprofundar em assuntos de exatas. Foto Fernanda Lima
Para Raimunda Soares mãe da pequena Francisca de 10 anos que participou do projeto, é gratificante a troca de conhecimento com sua filha. “Esse curso é muito importante porque vem abrir uma porta ao aluno, até mesmo para ele decidir seu futuro acadêmico, como numa área nas exatas, como a engenharia ou matemática. Então eu vi um entusiasmo tão grande nela, para ela foi muito bom, ela gostou. Se ela vier no futuro escolher atuar nessa área de engenharia será um presente.”



Nome do projeto
A inspiração para o título do projeto foi a deusa Minerva. Foto: Fernanda Lima
A inspiração para o título do projeto foi a deusa Minerva. Ironicamente é o símbolo da engenharia, ela representa sabedoria, conhecimento das artes e estratégia. A equipe do projeto ressignificou o símbolo da engenharia para o projeto para que assim possam inspirar pequenas meninas a se tornarem grandes profissionais da área de exatas.


Catraia

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